História
Em 1982, ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage onde permaneceu até 1985. Suas pinturas, porém, adquiriram tridimensionalidade e passaram a se assemelhar com janelas, que logo foram assumidas como material principal de suas obras. Enquanto recolhia janelas jogadas na rua, sentiu-se atraída pela riqueza e potencial de outros materiais descartados, passando a trabalhar no próprio espaço em que eram encontrados, organizando-os em formas ditadas pelo local, o que fez a escala aumentar consideravelmente. Ao ser convidada para exposiçôes reciclava estas formas para dentro da galeria. Em 1988 retornou à EAV do Parque Lage, agora no núcleo de escultura. Passou, então, a intervir diretamente na paisagem usando o manancial de folhas secas à disposição. No entanto, ao usá-las, não aponta para o material em si e sim para as questões nele contidas, tais como transformação, vida e memória. Aos poucos, emergiu da obra a atemporalidade. Aparecem, então, os trabalhos em que procura capturar o tempo.
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